O bilionário britânico Philip Green, 58 anos, é conhecido na Inglaterra por seu faro apurado para bons negócios. Ele começou a carreira empresarial com pouco mais de 20 anos e um empréstimo de 20 mil libras (cerca de R$ 52 mil), que usou para importar jeans do Oriente e revender na Inglaterra.
Aos 27 anos, já capitalizado, comprou todo o estoque de dez grifes que tinham ido à falência por praticar preços muito baixos, mandou para uma lavanderia para se livrar do pó e colocou as roupas lavadas à venda. Foi um sucesso. Tornou-se presidente de uma fabricante de roupas populares, tornou-se investidor profissional e construiu uma fortuna avaliada em 3,8 bilhões de libras (US$ 5,5 bilhões).
Em 2002, Green deu sua grande tacada ao comprar o grupo Arcadia, gigante de varejo do Reino Unido. Agora, seu faro aponta para o Brasil. “Se você quer criar uma marca global, tem que alcançar novos mercados”, disse Green à agência Bloomberg. Estreará por aqui, com a Topshop.
Topshop (Divulgação)
Sucesso entre o público feminino e rival de redes como a espanhola Zara e a sueca H&M, a Topshop tem 400 lojas espalhadas pelo mundo e é especializada no chamado fast fashion. Green pretende replicar esse modelo de negócios por aqui.
“Nos últimos cinco anos, a cadeia varejista brasileira ficou mais próxima dos movimentos da moda internacional”, diz Altamiro Carvalho, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP). A Topshop brigará com todos.
Fonte: Isto É Dinheiro

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