Hennes&Mauritz AB (H&M), segundo maior varejista de roupas da Europa, está vislumbrando a abertura de sua primeira loja no hemisfério do sul, de olho no crescimento do emergente mercado e para alcançar a maior rival Inditex SA (Zara).
“Brasil e Argentina são muito interessantes,” declarou o diretor geral Karl-Johan Persson, 35, em uma entrevista à Bloomberg, em seu escritório de Estocolmo, adicionando que "a Austrália é igualmente olhada. A companhia quer entrar na região após ter certeza que conseguirá suportar a demanda.”
Nenhuma das 2.000 lojas atuais da H&M estão ao sul do equador, porque as diferenças sazonais tornam mais complexo o processo para organizar a logística. A Inditex entrou em Brasil em 1999 e tem o dobro dos pontos de venda da H&M no mundo todo.
As vendas de varejo cresceram 15.7% em março na maior economia da América Latina, mais de cinco vezes o ritmo do crescimento da Alemanha, maior mercado da H&M.
O varejista sueco, que vendeu produtos desenhados por Karl Lagerfeld e oferece partes superiores de biquini por menos de 5 dólares, adicionou lojas a uma taxa de aproximadamente 14% nos últimos cinco anos e pode encontrar seu objetivo de um crescimento de 10 a 15 por cento sem incorporar o hemisfério sul, disse Persson, que tomou o leme da empresa da sua família em julho e é o CEO mais novo no benchmark sueco.
A Inditex, varejista de roupa no. 1 do mundo, possui oito formatos de lojas que incluem Zara e Bershka. A Gap Inc., segundo maior varejista, opera a Banana Republic e a Old Navy.
As ações da H&M cresceram 11% este ano, dando à companhia um valor de mercado de 47.2 bilhões de dólares, enquanto a Inditex avançou 3.4%.
O lucro do primeiro trimestre da H&M avançou mais de 40%, batendo estimativas dos analistas.
H&M compra seu bens de aproximadamente 700 fornecedores independentes, na maior parte em Ásia e Europa, e pode adicionar mais no hemisfério sul quando expandir para lá, disse Persson.
A H&M abriu, no ano passado, 250 lojas, ultrapassando seu próprio objetivo de 225 e alvo de 240 neste ano.
A companhia, fundada em 1947, por Erling, avô de Persson, aponta reduzir sua confiança na Alemanha, que responde agora por aproximadamente um quarto das vendas. Os EUA, o Japão e a China serão o foco principal para a expansão, disse.
“Há ainda muito a fazer na Alemanha, mas olhando países como os EUA., Japão, China e muitos mercados que nós não incorporamos ainda, o potencial de crescimento é obviamente maior,” disse Persson.
Oportunidades na India
H&M não tem nenhuma planta imediata para entrar na India, por causa das limitações operacionais na posse extrangeira, disse. A companhia gostaria de incorporar o mercado “em algum ponto.”
India “está crescendo como louco,” disse. “Haverá grandes possibilidades, eles estão ainda jovens em termos de varejo de moda.”
A companhia abriu sua primeira loja em Seoul e entrou em Israel este ano. Vende a roupa na Internet em sete países, e oferecerá vendas online no Reino Unido no fim deste ano.
Persson é filho do Presidente e maior acionista, Stefan Persson. O CEO graduado em 2000 na European Business School, em Londres, e juntou-se ao board da companhia em 2006.
As ações da H&M cresceram aproximadamente 34% desde sua nomeação em fevereiro de 2009. O CEO disse que comprou ações desde a tomada da posição.
Fonte: Bloomberg
Reporter desta matéria: Armorel Kenna
Nenhum comentário:
Postar um comentário