sexta-feira, 27 de maio de 2011

Lojas Avenida vai abrir a primeira loja em SP, o que comprova que eu sou louco!

E além da loja em Barretos, que inaugura dia 29 de julho, no North Shopping Barretos, ante-ontem inaugurou mais uma em Campo Grande (sua primeira loja conceito), dia 1 de junho em Eunápolis (sua primeira loja no Nordeste), a 664 km de Salvador e 50 km de Porto Seguro, cidade com 100.196 habitantes (IBGE 2010) e 6 universidades. E dia 6 de junho em Tucuruí, no Sudeste Paraense, com 97.128 habitantes (IBGE 2010), famosa pela sua hidrelétrica.
Em setembro do ano passado, em reunião com o Rodrigo Caseli, Presidente das Lojas Avenida, eu sugeri que ele "abrisse os olhos" para a vasta periferia e interior de São Paulo. A resposta foi: "Você é louco! Não fugirei da nossa estratégia de expandir o Centro-Oeste e para o Norte".
Nessa mesma reunião foi colocado que era notado uma certa resistência por parte dos administradores de shopping-centers em oferecer as mesmas condições que ofereciam às demais âncoras, famosas, à Avenida. Me foi solicitado, então, a criação de anúncios para veicular em veículos especializados, contando quem/o que é a Avenida. Não recomendei. Recomendei sim, a contratação de uma competente assessoria de imprensa, que em pouco tempo gerou excelente matéria, entre outras, na IstoÉ Dinheiro e há cerca de 1 mês na Valor e resultados imediatos: o convite para entrar no North Shopping Barretos surgiu praticamente junto à publicação da última matéria.
O "louco" aqui saiu de Cuiabá com a quase certeza que isso aconteceria.
Em outubro de 1987 a C&A tinha milhares de peças em estoque e um tremendo prejuízo. O "louco" deu a idéia de veicular, em todos os breaks nacionais do Fantástico, uma sátira ao próprio Fantástico, não exibindo a mercadoria encalhada, remarcada, como ofertas e sim o top-fashion do momento, sem qualquer remarcação de preço. Louco né? Pois é, na segunda-feira, as lojas C&A, no Brasil inteiro, tinham filas de dobrar quarteirão, aguardando a abertura das lojas e em 1 só dia desovou todo o estoque encalhado.
Mais uma "loucura", entre outras, em fins de 1989: criar um personagem afro-brasileiro para protagonizar o papel de ícone promocional de uma empresa de origem holandesa, instalada no Brasil há 13 anos e atuante no varejo de moda de grande porte.
E para esta mesma empresa as "loucuras" se sucederam ao longo de mais de uma década.
Crédito do "louco"? Não. Crédito de quem deu crédito às "loucuras" e colheu os frutos. Doces.
E essa é uma qualidade de Rodrigo Caseli. Quando pergunta se você é louco está abrindo espaço para o debate, para a argumentação. Depois, lá com os seus botões e com a competência e faro para os negócios, certamente genética, herdada do pai, fundador da empresa há trinta e poucos anos, arma a estratégia e vai à luta, com excelente índice de vitórias.
O "louco" vai agora preconizar mais uma: com a entrada no Sudeste e seu perfil mais amplamente divulgado no meio empresarial mais amplo do país, Rodrigo Caseli figurará, muito em breve, entre os principais nomes do empresariado brasileiro.
Eu SOU louco, não ESTOU louco!

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