Em minha última visita ao meu cliente Lojas Avenida, em sua sede em Cuiabá, me foi colocada uma questão que só não me surpreendeu mais porque já estou me acostumando à imbecilidade e à falta de preparo profissional e de informação de uma grande massa de "profissionais" que ocupam cargos de até certa magnitude. Me foi solicitado criar um conjunto de peças com o propósito de dar uma noção da amplitude e importância do negócio das Lojas Avenida e sua participação no mercado nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil.
O foco da campanha são os administradores e empreendedores de Shopping Centers.
É sabido que as chamadas "Lojas Âncoras" recebem incentivos para se instalar nos novos empreendimentos. O que a Avenida não contava é que, após 30 anos de existência com gráfico crescente e mais de 60 lojas somente no Norte e Centro-Oeste (acho que somadas as lojas locais das 3 principais concorrentes não alcançam este número) ainda haveria dúvidas sobre sua magnitude e preferência popular nestas regiões.
Como pode um sujeito que ocupa um cargo executivo à frente de grandes administradores de Shopping Centers, que, em sua maioria, encontram-se sediados em São Paulo, desconhecer a participação de mercado e a presença na mídia de um grupo forte e popular como as Lojas Avenida? Certamente ele não desconhece o Mixto, time de futebol Cuiabano, nem o ASA de Arapiraca, time de futebol da cidade no sertão de Alagoas. Será que já ouviu falar das lojas Seller, que somam número de lojas superior ao maior concorrente, somente no interior do Estado de São Paulo? Ah, acho que sim, pois, sua logo está estampada na camisa do Guarani, time de futebol de Campinas.
A questão a ser respondida é:
O que faz um empresário optar por iniciar uma rede de lojas de varejo para atuar num mercado regional e enfrentar uma concorrência composta por renomadas e grandiosas outras redes que atuam no mesmo segmento e, a despeito, espalham-se não regionalmente e sim nacionalmente e, até mesmo, internacionalmente?
O parco, o chucro, certamente responderá: ganhar dinheiro.
Tão chucra e tão parca essa visão, não capaz de enxergar que ganhar dinheiro é consequência de uma atitude planejada e perseverante, cheia de meandros, técnicas e ousadia para preencher um nicho de mercado carente e promissor. Essa sim é a atitude empreendedora.
Um país com a extensão geográfica do Brasil é plural em seus costumes e cultura, pois, cada região tem uma característica específica de colonização e datas que se deu essa colonização. Pensar que a C&A ou a Renner estão focadas no Norte e Centro-Oeste é engano, porque é impossível você atuar no grande varejo multifocalizado. Não é viável, principalmente pelo aspecto logístico do negócio. Eles abrem suas lojas nessas vizinhanças pela mesma razão que faz os países procurarem expansão territorial: liderança às custas de presença estratégica. Mas, ao contrário das grandes Nações, não exercem administração regionalizada, coerente com cultura e costumes locais. E é justamente isso que diferencia a Avenida e os varejistas locais.
No caso das Lojas Avenida, especificamente, foi com essa visão que o fundador iniciou e tocou o seu negócio e é com a parca visão que alguns executivos que administram Shopping Centers enxergam o potencial e o tamanho do negócio das Lojas Avenida.
O que, exatamente, Ailton Caseli enxergou, há 30 anos, que o levou a iniciar os negócios de suas lojas?
Enxergou um mercado em franca expansão: o Centro-Oeste e Norte do Brasil. E como tudo que está se expandindo, carente de atenção voltada especialmente à tipicidade da região, aos seus hábitos, aos seus costumes, ao seu clima, à sua gente.
Com a visão do empreendedor, enxergou e foi obstinado ao alcançar uma empresa com o propósito de oferecer produtos com a qualidade que sua gente aprendera a exigir, praticando o comércio de forma honesta e com o propósito de servir ao consumidor.
Hoje, as Lojas Avenida formam uma grande rede de lojas, dentro dos padrões internacionais de lojas de seu segmento e são encaradas pelos seus concorrentes de grande porte, com a mesma seriedade que encaram as redes que atuam de norte a sul do país.
A Avenida atua em todo o Centro-Oeste e Norte do Brasil por opção estratégica; por este ser um mercado promissor em franco desenvolvimento e expansão, ao contrário dos saturados mercados do Sul e Sudeste. Atuar e expandir-se neste mercado significa enxergar longe e cumprir o propósito de levar a estas praças o desenvolvimento social, a geração de empregos, enxergando um futuro de desenvolvimento que contemple o Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste.
A opção de levar o melhor, ao melhor preço, para perto da sua gente.
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